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Postado dia 07/01/2019 às 15:26:04

Destaques 2018: o que foi pauta nas três reuniões do Conselho Permanente do último ano

O Conselho Permanente é o órgão de orientação e acompanhamento da atuação da CNBB e dos organismos a ela vinculados, bem como órgão eletivo e deliberativo. É constituído pela Presidência, os presidentes das Comissões Episcopais Pastorais e os membros eleitos dos Conselhos Episcopais Regionais.

Durante o ano, são três reuniões, uma em cada quadrimestre: fevereiro, junho e novembro.

No último ano, os encontros que reúnem mais de 30 bispos e representantes de organismos eclesiais deram destaque em suas pautas na preparação das Assembleias Gerais da CNBB, como é determinado regimentalmente; aos debates sobre as diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja; e às reflexões sobre as eleições de 2018.

Em fevereiro, o Conselho Permanente se reuniu entre os dias 20 e 22, em um encontro que estava agendado para março, mas foi adiantado por conta de um compromisso da Presidência na data definida anteriormente. Na ocasião, os bispos trabalharam na preparação da cartilha com orientações para o processo eleitoral. Os bispos iniciaram também as discussões sobre a promoção do debate com os candidatos à presidência da República, que aconteceu em setembro de 2018, no Santuário Nacional de Aparecida.

Também estiveram na pauta a análise de um texto sobre Ideologia de Gênero, preparado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, e as propostas para a Semana Missionária do Ano Nacional do Laicato, realizada em julho.

No mês de junho, os bispos refletiram sobre a conjuntura para as eleições de outubro, já com algumas candidaturas definidas para a disputa no Executivo, foi apresentado aos bispos o contexto no qual se enfrentavam duas concepções de desenvolvimento em disputa no Brasil: o projeto neoliberal e o projeto “neodesenvolvimentista”. O neoliberal saiu vencedor das urnas. Ainda neste contexto, os bispos começaram a chamar atenção para a importância das eleições para o Poder Legislativo.

Ainda na reunião do meio do ano, os bispos trabalharam na definição do processo de atualização da Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), que será concluído durante a 57ª Assembleia Geral da (CNBB), marcada para o próximo mês de maio. Os bispos também começaram a preparar esta assembleia, que marcará o fim da gestão liderada pelo cardeal Sergio da Rocha.

A reunião ainda contou com reflexões sobre a contribuição da Conferência para o Ensino Religioso confessional nas escolas públicas e a sexualidade humana.

Em novembro, entre os dias 20 e 22, os bispos estudaram a conjuntura sociopolítica do Brasil após as eleições, deram encaminhamentos na preparação do tema central da 57ª AG da CNBB (as DGAE), votaram o texto sobre Ministério e Celebração da Palavra, escutaram partilhas sobre o Sínodo dos Jovens e participaram do lançamento da Bíblia com a nova tradução oficial da CNBB.

Ainda nessa última reunião de 2018, o arcebispo emérito de São Paulo (SP) e presidente da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia, cardeal Cláudio Hummes, falou do processo de preparação da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos de 2019, cujo tema será “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

CNBB


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