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Postado dia 05/11/2018 às 11:46:25

Minas registra três casos de depredações em igrejas em quatro dias

Mais uma depredação ao patrimônio cultural e religioso foi registrada em Minas Gerais. Desta vez, o crime aconteceu na Igreja São José, em Ituí, na zona rural de São João Nepomuceno, na Região da Zona da Mata. O templo religioso foi invadido e a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi quebrada. A Arquidiocese de Juiz de Fora acredita que o ato tenha sido cometido por intolerância religiosa. Este foi o terceiro caso de vandalismo em apenas quatro dias. 
 
O crimes aconteceram em outubro. No último deles, de acordo com a assessoria de imprensa da arquidiocese de Juiz de Fora, duas pessoas chegaram na igreja e notaram uma das portas arrombadas. Eles fizeram uma varredura no local e verificaram que nenhum objeto foi furtado. 
 
Porém, encontraram a imagem de Nossa Senhora de Aparecida, que ficavam em um andor, jogada no chão. A peça ainda estava enrolada em um pano amarela e com um terço preso. A parte debaixo se desprendeu, e com o impacto. Os danos deixaram vários cacos da imagem espalhados pelo chão da igreja. A hipótese levantada é de um ato por intolerância religiosa. O invasor ainda não foi identificado. 
 
Vandalismo 
 
Esse foi o terceiro ato de vandalismo ao patrimônio cultural e religioso em Minas Gerais. Em São João del-Rei, um estudante de psicologia, de 21 anos, natural de Jundiaí (SP), se tornou suspeito de ter subido na porta da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, de 1732, e quebrar um anjo barroco em pedra-sabão e outros adornos que compõem a entrada do templo. O imóvel está localizado na Praça Deputado Augusto das Chagas Viegas, no Centro Histórico.
 
Em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, a imagem centenária de Nossa Senhora das Graças, de origem francesa e feita em gesso, se transformou em cacos quando um jovem de 18 anos, aproveitando que o templo estava vazio, entrou na Igreja de São Sebastião e puxou do altar lateral a peça de 1,20 metro de altura. Na noite anterior, a mesma pessoa foi acusada de quebrar vidros do Posto de Saúde da Família (PSF) do Bairro Alto do Guarani, na mesma cidade.
 
A destruição de bem cultural protegido é crime previsto no art. 62 da Lei 9605/98. Os autores da infração estão sujeitos a pena de reclusão de um a três anos de prisão, e terão que pagar multa. Além disso, têm a obrigação de restaurar o bem danificado.
 
Com informações do Estado de Minas
Foto: Reprodução / Arquidiocese de Juiz de Fora


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